Kawasaki Ninja 400 usada vale a pena?
Análise dos modelos 2019 a 2024 com melhores anos, consumo, desempenho, manutenção, recalls, problemas para inspecionar, preços FIPE e checklist completo antes da compra.
Resposta rápida: a Kawasaki Ninja 400 usada vale a pena?
Sim, uma Kawasaki Ninja 400 usada pode valer muito a pena para quem procura uma esportiva leve, rápida, econômica para a categoria e utilizável tanto na cidade quanto na estrada. O motor bicilíndrico entrega 48 cv, o câmbio possui seis marchas, a embreagem é assistida e deslizante e o peso de 168 kg ajuda a moto a ser ágil sem exigir o porte de uma 600.
A compra, entretanto, precisa ser criteriosa. Muitas unidades receberam escapamento, filtro, eliminador de rabeta, manetes, setas ou alterações de injeção; outras podem ter passado por pista, quedas ou reparos de carenagem. Baixa quilometragem e pintura brilhante não substituem partida fria, histórico documentado, inspeção estrutural e avaliação mecânica independente.
Melhor faixa de custo-benefício: modelos 2021 e 2022 originais e bem mantidos. As 2019 e 2020 podem custar menos, mas exigem consulta dos recalls pelo chassi. As 2023 e 2024 são mais novas, porém precisam ser comparadas financeiramente com a Ninja 500.
Para quem a Ninja 400 usada compensa?
Compensa para quem
- Quer uma esportiva carenada leve e com motor bicilíndrico.
- Pretende alternar cidade, rodovia, lazer e viagens.
- Valoriza proteção aerodinâmica sem partir para uma 600 pesada.
- Já pilota ou está disposto a fazer treinamento adequado.
- Aceita cotar seguro e reservar dinheiro para pneus e manutenção.
- Encontra uma unidade original, alinhada e com histórico verificável.
Pode não compensar para quem
- Procura a manutenção mais barata possível.
- Precisa levar garupa e muita bagagem com frequência.
- Não pode assumir o custo de carenagens em uma queda.
- Está começando sem treinamento e ainda não domina frenagem.
- Não possui oficina ou peças Kawasaki com facilidade na região.
- Vai pagar preço de 2024 sem comparar com a Ninja 500.
A Ninja 400 é frequentemente indicada como esportiva de entrada porque o banco de 785 mm, o baixo peso e a resposta progressiva facilitam a adaptação. Isso não significa que seja inofensiva: 48 cv em um conjunto leve exigem controle do acelerador, equipamento completo, técnica de frenagem e maturidade.
Kawasaki Ninja 400 de 2019 a 2024: quais anos entram no guia?
A Ninja 400 foi apresentada internacionalmente em 2017 e começou a aparecer no Brasil em 2018 como novidade para a linha seguinte. Por isso, fotos, anúncios e registros de fabricação podem usar “2018”. Na Tabela FIPE brasileira, entretanto, o código 817077-0 possui anos-modelo de 2019 a 2024. Para preço e documentação, use o ano-modelo do CRLV-e, não apenas o ano da fotografia, da fabricação ou da primeira venda.
Durante esse período, a base mecânica permaneceu essencialmente a mesma: motor de dois cilindros e 399 cm³, quadro tubular tipo treliça, garfo telescópico de 41 mm, monoamortecedor traseiro, rodas de 17 polegadas, ABS e tanque de 14 litros. As mudanças mais visíveis foram cores e grafismos. Não existe justificativa para apresentar cada pintura como uma nova geração.
| Ano | O que representa | Ponto forte | Cuidado principal |
|---|---|---|---|
| 2019 | Primeiro ano-modelo regular da FIPE brasileira. | Preço de entrada e mesmo núcleo mecânico da linha. | Recall do rolamento do flange da coroa, carenagens e histórico de queda. |
| 2020 | Continuidade do projeto, com novas cores e grafismos. | Pode custar menos que as 2021/2022. | Recall do tensor da corrente de comando em 80 unidades. |
| 2021 | Fase já consolidada no mercado de usadas. | Ótimo equilíbrio entre preço, idade e oferta. | Embreagem, relação, pneus e uso esportivo anterior. |
| 2022 | Projeto maduro e ainda relativamente recente. | Uma das compras mais equilibradas. | Alterações de escape, elétrica ou injeção e preço acima da condição. |
| 2023 | Linha mais nova, mantendo a arquitetura conhecida. | Menor idade dos componentes. | Comparar preço com 2024 e verificar reparos de carenagem. |
| 2024 | Última referência anual da Ninja 400 na FIPE antes da Ninja 500. | Menor idade e maior valor de revenda. | Diferença de preço para a sucessora de 451 cm³. |
Ninja 400 Standard ou KRT Edition: o que muda?
No Brasil, a Ninja 400 apareceu na configuração visual convencional e na KRT Edition, inspirada nas cores de competição da Kawasaki. A KRT se destaca principalmente pela pintura verde, adesivos e identidade visual. Ela não deve ser anunciada como se tivesse motor mais potente ou uma geração mecânica diferente apenas por causa do grafismo.
Os portais de preço podem exibir “Ninja 400” e “Ninja 400 KRT Edition” como nomes separados, mas a referência consultada usa o mesmo código FIPE 817077-0 e os mesmos valores por ano. Confirme documento, originalidade da pintura e correspondência dos adesivos. Uma moto repintada de verde ou adesivada posteriormente não deve receber automaticamente um prêmio de preço.
Standard
Mesma base de motor, câmbio, chassi, suspensão e freios. A escolha deve considerar conservação, preço, histórico e preferência de cor.
KRT Edition
Visual inspirado nas motos de competição da marca. Verifique se carenagens, adesivos e acabamentos são originais e estão alinhados.
Ficha técnica da Kawasaki Ninja 400
| Motor | Bicilíndrico paralelo, quatro tempos, DOHC, oito válvulas e refrigeração líquida |
|---|---|
| Cilindrada | 399 cm³ |
| Diâmetro × curso | 70 × 51,8 mm |
| Taxa de compressão | 11,5:1 |
| Potência divulgada no Brasil | 48 cv a 10.000 rpm |
| Torque | 3,9 kgf.m a 8.000 rpm |
| Câmbio | Seis marchas, transmissão final por corrente |
| Embreagem | Multidisco em banho de óleo, assistida e deslizante |
| Quadro | Treliça em aço de alta resistência |
| Suspensão dianteira | Garfo telescópico de 41 mm, curso de 120 mm |
| Suspensão traseira | Uni-Trak monoamortecida, ajuste de pré-carga, curso de 130 mm |
| Freio dianteiro | Disco de 310 mm com ABS |
| Freio traseiro | Disco de 220 mm com ABS |
| Pneus | 110/70 R17 na dianteira e 150/60 R17 na traseira |
| Tanque | 14 litros |
| Altura do banco | 785 mm |
| Entre-eixos | 1.370 mm |
| Vão livre do solo | 140 mm |
| Peso em ordem de marcha | 168 kg |
Para comprar peças, escolher fluidos, conferir torques ou executar manutenção, use o manual correspondente ao ano e ao número do chassi. Materiais estrangeiros podem apresentar pequenas diferenças de potência, emissões, cores e equipamentos.
Motor, câmbio e desempenho no uso real
O motor de 399 cm³ trabalha de forma progressiva em baixa e média rotação e ganha personalidade quando o giro sobe. A Ninja 400 não possui a entrega explosiva de uma superesportiva de quatro cilindros, mas acelera com muita disposição para sua categoria e mantém velocidade rodoviária com margem para ultrapassagens responsáveis.
O câmbio de seis marchas aproveita bem o motor. A embreagem assistida reduz o esforço no manete, enquanto a função deslizante diminui o efeito do freio-motor em reduções agressivas. Nenhum desses recursos elimina desgaste: cabo sem folga correta, arrancadas repetidas, uso em pista e condução apoiando a mão no manete podem antecipar problemas.
Em vez de comprar pela velocidade máxima anunciada na internet, observe como a unidade concreta funciona. O motor deve ligar frio sem fumaça persistente, manter marcha lenta, subir de giro sem cortes e trabalhar sem ruído metálico anormal. Todas as marchas precisam entrar e permanecer engatadas; a rotação não pode subir sem ganho proporcional de velocidade.
Painel, faróis e equipamentos
O painel combina conta-giros analógico com tela digital. Exibe velocidade, indicador de marcha, hodômetros, consumo, relógio, nível de combustível, temperatura do líquido de arrefecimento e luzes de advertência. O desenho permaneceu reconhecível durante a trajetória brasileira.
Ao ligar a chave, observe o autoteste. A luz do ABS deve seguir a rotina prevista e apagar depois que a moto entra em movimento. Luz de injeção acesa, segmentos ausentes, botões que não respondem ou painel reiniciando pedem diagnóstico; trocar bateria por palpite pode não resolver falhas de carga, chicote ou acessórios.
Os faróis duplos formam uma das assinaturas visuais da moto. Procure umidade, trincas, suportes reparados, diferença de alinhamento e adaptações na iluminação. Conjunto óptico, carenagens e suportes originais podem representar uma despesa importante após queda.
Consumo da Ninja 400: quantos quilômetros por litro?
Em teste brasileiro publicado pelo MOTO.com.br, a Ninja 400 registrou quase 23 km/l na cidade em condução tranquila e mais de 26 km/l na estrada a aproximadamente 100 km/h. Esses números funcionam como referência, não como promessa: trânsito, velocidade, peso, vento, combustível, pneus, relação, manutenção e forma de pilotar alteram bastante a média.
| Condição | Consumo de referência | Autonomia prudente |
|---|---|---|
| Cidade tranquila | Próximo de 23 km/l | Aproximadamente 250 a 290 km antes de abastecer |
| Estrada a ritmo moderado | Por volta de 26 km/l ou pouco mais | Aproximadamente 290 a 330 km antes de abastecer |
| Condução esportiva | Pode ficar abaixo dessas referências | Planeje margem maior e acompanhe a média da própria moto |
O tanque possui 14 litros, mas não planeje consumir a capacidade inteira. Preserve margem para trânsito, vento contrário, variação do marcador e distância até o próximo posto. Para medir corretamente, complete sempre no mesmo nível, zere o hodômetro parcial e divida a quilometragem rodada pelos litros abastecidos.
Pontos positivos e negativos da Ninja 400 usada
Pontos positivos
- Motor bicilíndrico de 48 cv e câmbio de seis marchas.
- Baixo peso e comportamento ágil.
- Embreagem assistida e deslizante.
- ABS e freios adequados à proposta.
- Boa proteção contra o vento para a categoria.
- Banco de 785 mm acessível para muitos pilotos.
- Consumo razoável no uso moderado.
- Mercado conhecido e ligação mecânica com a Z400.
Pontos negativos
- Carenagens e faróis encarecem quedas.
- Seguro pode ser alto conforme perfil e região.
- Garupa e bagagem não são prioridades do projeto.
- Muitas unidades receberam modificações.
- Pneus, relação e peças específicas pesam no orçamento.
- Retrovisores aumentam a largura no corredor.
- Há motos usadas em pista ou conduzidas de forma severa.
- Modelos 2019 e 2020 exigem consulta dos recalls.
A Ninja 400 tem defeitos crônicos?
Não é correto afirmar que toda Ninja 400 possui um defeito inevitável. Existem duas campanhas oficiais de recall no Brasil, descritas na próxima seção. Fora delas, os principais riscos do mercado de usadas estão ligados a desgaste, manutenção atrasada, quedas, uso esportivo e modificações.
Há relatos de proprietários sobre embreagem, câmbio, vibração, elétrica e ruídos. Relato isolado não comprova falha generalizada. Use essas informações como roteiro de inspeção e peça diagnóstico antes de condenar ou aprovar a moto.
| Ponto | Sinais de alerta | Como verificar |
|---|---|---|
| Embreagem | Patinação, ponto de acoplamento estranho, cabo sem folga ou manete pesado. | Teste com motor quente, aceleração progressiva e ajuste conforme o manual. |
| Câmbio | Marcha escapando, falso neutro excessivo, engates anormais ou ruído localizado. | Passe pelas seis marchas em aceleração e desaceleração, sem abusar. |
| Motor | Fumaça persistente, vazamento, marcha lenta irregular ou ruído metálico. | Solicite partida totalmente fria e avaliação por profissional independente. |
| Arrefecimento | Reservatório vazio, fluido inadequado, radiador torto, mangueira ressecada ou ventoinha inoperante. | Deixe atingir temperatura normal e procure vazamentos e sinais de queda frontal. |
| Relação | Corrente com pontos duros, coroa em gancho, pinhão gasto ou ajuste no fim. | Gire a roda e confira folga em vários pontos; avalie o conjunto completo. |
| Freios e ABS | Luz acesa em movimento, pulsação, disco marcado, manete esponjoso ou sensor danificado. | Teste em local seguro e confira fluido, pastilhas, discos, rodas fônicas e chicotes. |
| Suspensão e direção | Retentor vazando, mesa desalinhada, guidão torto, estalo ou folga. | Compare os dois lados e peça medição de alinhamento se houver dúvida. |
| Carenagens | Abas coladas, parafusos diferentes, tonalidade desigual, folgas e adesivos desalinhados. | Examine por dentro, procure suportes quebrados e confronte com fotos originais. |
| Elétrica | Painel reiniciando, bateria fraca, carga irregular, emendas, alarme ou USB improvisado. | Meça bateria e sistema de carga e inspecione o chicote sem desmontagem abusiva. |
Recalls da Kawasaki Ninja 400 2019 e 2020
A Kawasaki Brasil mantém duas campanhas específicas para a Ninja 400. O fato de uma moto pertencer ao ano citado não significa automaticamente que o serviço esteja pendente: é necessário conferir a faixa de chassi e a situação individual. Por outro lado, não aceite apenas a frase “já foi feito”; peça comprovante ou consulte a rede autorizada.
| Modelo | Componente | Faixa de chassi | Risco informado |
|---|---|---|---|
| Ninja 400 2019 | Rolamento do flange da coroa da roda traseira | 96PEXSG1*KFS00001 a 96PEXSG1*KFS01060 | A falta de graxa poderia danificar o rolamento e provocar instabilidade, queda ou colisão. |
| Ninja 400 2020 | Tensor da corrente de comando | 96PEXSG1*LFS01721 a 96PEXSG1*LFS01800 | Desgaste anormal poderia aumentar a folga da corrente, tirar o motor de sincronia e causar desligamento. |
A campanha de 2019 envolve unidades fabricadas entre agosto de 2018 e julho de 2019. A de 2020 cita 80 motocicletas modelo 2020 fabricadas em outubro de 2019. O reparo de recall é gratuito conforme as condições da campanha. Consulte a página oficial de recalls da Kawasaki Brasil e confirme diretamente pelo chassi.
A manutenção da Ninja 400 é cara?
O custo é intermediário: fica acima de uma 150/250 monocilíndrica popular, mas geralmente abaixo de uma superesportiva de quatro cilindros. A Ninja 400 possui dois cilindros, arrefecimento líquido, injeção, ABS, pneus esportivos e carenagem integral. A manutenção básica é previsível; o problema costuma ser comprar uma unidade com vários itens atrasados.
| Item | O que avaliar | Por que pesa |
|---|---|---|
| Óleo e filtro | Especificação, nível, intervalo e comprovantes. | Uso esportivo e manutenção incerta pedem cautela adicional. |
| Filtro de ar e velas | Estado, procedência e sinais de mistura alterada. | Escape e filtro modificados podem exigir acerto correto. |
| Líquido de arrefecimento | Cor, nível, contaminação, mangueiras e ventoinha. | Negligência pode causar aquecimento e danos caros. |
| Fluido de freio e ABS | Validade, mangueiras, sensores, discos e pastilhas. | É um item de segurança, não apenas de conforto. |
| Kit de transmissão | Corrente, coroa, pinhão, folga e alinhamento. | Troca correta deve considerar o conjunto completo. |
| Pneus | Medida, DOT, marca, rachaduras e desgaste. | Um par de qualidade representa despesa importante. |
| Carenagens e faróis | Abas, pintura, suportes, encaixes e originalidade. | Peças externas podem custar caro e demorar. |
| Revisão acumulada | Histórico, manual, chave reserva e notas. | Vários itens pequenos vencidos viram uma conta grande. |
Antes de pagar sinal, peça orçamento para tudo o que já estiver próximo da troca. Some pneus, relação, freios, fluidos, bateria, reparos de carenagem, transferência e seguro. Uma moto anunciada abaixo da FIPE pode ficar mais cara que outra revisada depois da primeira semana.
Não aplique volume de óleo, torque, folga ou intervalo encontrado em fórum sem confirmar. Use o manual do proprietário e o manual de serviço correspondentes ao número do chassi, especialmente se a moto recebeu acessórios ou foi usada em condição severa.
Qual é o melhor ano da Ninja 400 para comprar?
Melhor custo-benefício
2021 e 2022. Geralmente equilibram idade, preço e oferta. Ainda assim, conservação e histórico vêm antes do ano.
Compra mais nova
2023. Reduz a idade dos componentes sem necessariamente alcançar o preço máximo da 2024.
Menor preço
2019 e 2020. Podem ser excelentes, desde que recalls, estrutura, manutenção e desgaste estejam comprovados.
Ninja 400 2024 vale a pena?
Pode valer para quem quer a unidade mais nova da geração e encontra preço coerente. O problema aparece quando o valor se aproxima demais de uma Ninja 500 nova ou seminova. Compare diferença de preço, documentação, seguro, garantia, pneus, revisão e forma de pagamento.
Qual ano evitar?
Não existe um ano que deva ser rejeitado automaticamente. Evite a unidade com recall pendente, histórico oculto, queda estrutural, marcha escapando, embreagem patinando, arrefecimento negligenciado, ABS com falha ou alterações mal executadas. Uma 2019 íntegra pode ser melhor compra que uma 2024 remontada.
Tabela FIPE da Kawasaki Ninja 400 em setembro de 2026
O código FIPE da Ninja 400 é 817077-0. Os valores abaixo são referências nacionais de setembro de 2026, não preços obrigatórios. Região, quilometragem, conservação, revisões, pneus, acessórios, documentação e oferta local podem colocar uma unidade acima ou abaixo da tabela.
| Ano-modelo | Código FIPE | Valor | Leitura para compra |
|---|---|---|---|
| 2019 | 817077-0 | R$ 26.199 | Confirme recall, pneus, relação, carenagens e histórico. |
| 2020 | 817077-0 | R$ 26.874 | Consulte a campanha do tensor pelo chassi. |
| 2021 | 817077-0 | R$ 27.685 | Faixa interessante de custo-benefício. |
| 2022 | 817077-0 | R$ 28.449 | Compare estado e diferença para a 2023. |
| 2023 | 817077-0 | R$ 29.343 | Boa escolha recente se a procedência estiver clara. |
| 2024 | 817077-0 | R$ 30.209 | Compare o custo total com a Ninja 500. |
A referência pode ser conferida na tabela da Ninja 400 por ano e na consulta oficial da FIPE. Como os números mudam mensalmente, faça uma nova consulta no dia da negociação.
Ninja 400 na cidade, estrada, viagens e como primeira moto
Uso urbano
O baixo peso, o motor flexível e a embreagem leve ajudam no trânsito. A posição é esportiva, mas não extrema como em uma superesportiva radical. Os retrovisores deixam o conjunto mais largo e a carenagem aumenta o prejuízo de uma queda parada. Calor e esterço também devem ser avaliados no teste pessoal.
Estrada e viagens
A carenagem protege melhor do vento que a Z400, o câmbio de seis marchas mantém o motor utilizável e o tanque de 14 litros permite boa autonomia. Para viagens longas, banco, posição, espaço do garupa e capacidade de bagagem podem limitar. Antes de sair, confira pneus, relação, óleo, arrefecimento, freios e fixação das malas.
Garupa
O banco traseiro é elevado e compacto. A moto pode transportar passageiro, mas não foi projetada como turismo confortável. Faça um teste com o garupa habitual e respeite as orientações de carga e ajuste da suspensão.
Ninja 400 é boa como primeira moto?
Pode ser a primeira moto de um piloto treinado, responsável e consciente do custo de uma carenada. ABS, baixo peso e entrega progressiva ajudam, mas 48 cv permitem ganhar velocidade rapidamente. Para um iniciante absoluto, uma moto menos potente e mais barata de reparar pode reduzir o custo dos erros de aprendizado.
Checklist antes de comprar uma Kawasaki Ninja 400 usada
- Confirme ano de fabricação e ano-modelo no CRLV-e.
- Compare chassi, motor, placa e documento.
- Consulte multas, restrições, leilão, sinistro e gravame.
- Pesquise os recalls oficiais pelo número do chassi.
- Solicite partida com o motor completamente frio.
- Observe fumaça, vazamentos, ruídos e marcha lenta.
- Confira óleo, reservatório, mangueiras, radiador e ventoinha.
- Teste a embreagem com o conjunto aquecido.
- Passe pelas seis marchas e verifique se alguma escapa.
- Inspecione corrente, coroa, pinhão e alinhamento.
- Leia a data e examine o desgaste dos pneus.
- Procure amassados, trincas e reparos nas rodas.
- Confira bengalas, retentores e caixa de direção.
- Examine mesa, guidão, batentes e alinhamento estrutural.
- Compare tons, adesivos, parafusos e encaixes das carenagens.
- Procure suportes colados ou soldados na frente e na rabeta.
- Verifique discos, pastilhas, fluido, sensores e ABS.
- Teste painel, botões, faróis, setas, buzina e luz de freio.
- Meça bateria e sistema de carga.
- Procure cortes, emendas, alarmes e USB no chicote.
- Avalie escapamento, filtro e eventual remapeamento.
- Peça manual, chave reserva, notas e ordens de serviço.
- Cote seguro antes de pagar qualquer sinal.
- Finalize com vistoria documental e mecânica independente.
Não teste alinhamento soltando o guidão em movimento. Uma oficina pode avaliar rodas, suspensão, direção e estrutura com segurança. Se o vendedor impedir consulta, partida fria ou avaliação independente, encerre a negociação.
Ninja 400 ou Ninja 300, R3, Z400 e Ninja 500?
| Modelo | Ponto forte | Quando pode ser melhor escolha |
|---|---|---|
| Kawasaki Ninja 300 | Preço de entrada menor e mercado conhecido. | Quando o orçamento não alcança uma Ninja 400 íntegra e a 300 está muito bem cuidada. |
| Yamaha YZF-R3 | Rival direta, bicilíndrica e carenada, com ampla presença no mercado. | Quando preço, rede local, seguro ou conservação forem mais favoráveis. |
| Kawasaki Z400 | Mesmo motor e base semelhante, com posição mais urbana e sem carenagem integral. | Quando praticidade na cidade e menor custo externo em quedas pesam mais que proteção aerodinâmica. |
| Yamaha MT-03 | Naked de 321 cm³, posição aberta e boa oferta de usadas. | Quando uso urbano, liquidez, seguro ou assistência local forem decisivos. |
| Kawasaki Ninja 500 | Sucessora de 451 cm³, mais nova e com garantia nas unidades zero-quilômetro. | Quando a diferença completa para uma Ninja 400 2024 for pequena. |
Ninja 400 ou R3?
A Ninja 400 entrega mais cilindrada, potência e torque, enquanto a R3 possui ampla presença no mercado e pode oferecer rede, seguro ou preço melhores em determinadas regiões. Compare duas motos reais: ano, pneus, ABS, revisão, estrutura, seguro e histórico valem mais que uma disputa de ficha técnica.
Ninja 400 ou Z400?
As duas compartilham motor e grande parte da base. A Ninja protege melhor do vento e traz ergonomia mais esportiva; a Z400 favorece postura ereta, guidão mais aberto e acesso mais simples aos componentes. A carenagem aumenta o custo de uma queda, mas faz diferença em rodovia.
Ninja 400 ou Ninja 500?
A Ninja 500 substituiu a 400 com motor de 451 cm³. Uma Ninja 400 2021/2022 bem comprada pode oferecer excelente custo-benefício. Já uma 2024 muito valorizada precisa ser comparada com a sucessora somando documentação, seguro, garantia, revisão e condições de financiamento.
Veredito: vale a pena comprar uma Ninja 400 usada?
Vale a pena quando a moto está original, alinhada, com recalls verificados, manutenção comprovada e preço coerente. A combinação de 48 cv, 168 kg, carenagem, ABS, câmbio de seis marchas e consumo próximo de 23 a 26 km/l em uso moderado forma um pacote difícil de ignorar.
As 2021 e 2022 tendem a oferecer o melhor equilíbrio. A 2023 agrada quem quer menor idade; a 2024 precisa ser comparada com a Ninja 500; e as 2019/2020 podem representar boa economia após confirmar campanhas, desgaste e histórico. A melhor compra, porém, é a unidade aprovada na vistoria — não o ano mais novo do anúncio.
Evite decidir pelo escapamento, pela pintura KRT ou pela quilometragem isolada. Uma Ninja 400 boa deve ligar fria, manter temperatura, frear em linha, engatar todas as marchas, não patinar embreagem, não apresentar falhas no ABS e preservar estrutura, carenagens e chicote.









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