Honda CB 300R usada vale a pena em 2026
Honda CB 300R usada vale a pena? Veja defeitos, problema de cabeçote, melhores anos, consumo, preços FIPE e checklist antes de comprar.

Honda CB 300R usada vale a pena? Defeitos, melhores anos, consumo e guia de compra

Guia de compra • CB 300R 2009 a 2015

A Honda CB 300R usada ainda chama atenção pelo desempenho, visual e mercado forte, mas não é uma moto para comprar apenas pela aparência. Este guia mostra quais anos merecem mais atenção, como avaliar o conhecido histórico de cabeçote, consumo, versões com C-ABS, preço na Tabela FIPE e tudo o que conferir antes de fechar negócio.

Conteúdo atualizado em 20 de julho de 2026. Valores e condições de mercado podem mudar.

Resposta rápida: Honda CB 300R usada vale a pena?

Sim — desde que a unidade passe por uma avaliação mecânica rigorosa.

A CB 300R usada vale a pena para quem quer uma street mais forte que as 150/160, com boa aceleração, posição de pilotagem natural, peças de manutenção conhecidas e revenda ativa. As linhas 2013, 2014 e 2015 costumam ser as escolhas mais interessantes por serem as últimas, flex e mais novas; porém, ano sozinho não garante uma boa compra.

O ponto decisivo é o estado real do motor. Há relatos recorrentes no mercado sobre trincas e perda de compressão no cabeçote, sobretudo associados às unidades mais antigas. Isso não significa que toda CB 300R terá o defeito, nem que uma 2013–2015 seja imune. Partida totalmente fria, marcha lenta, histórico de regulagem de válvulas, notas de reparo e testes de compressão ou estanqueidade valem mais que pintura brilhando.

Melhor regra de compra: uma CB 300R com manutenção comprovada e reparo de cabeçote bem documentado pode ser uma escolha mais segura do que uma moto “nunca aberta”, mas sem histórico.
Anos analisados2009 a 2015
Faixa FIPE jul/2026R$ 11.049 a R$ 15.112
Ponto mais importanteMotor e cabeçote
Honda CB 300 R usada vale a pena em avaliação completa de compra
A Honda CB 300R usada combina desempenho e boa procura, mas o histórico mecânico deve vir antes da aparência.

Quais anos da CB 300R estão neste guia?

O foco é a Honda CB 300R nacional vendida entre 2009 e 2015, sucessora da CBX 250 Twister e antecessora da CB 250F Twister. Ela não deve ser confundida com a CB 300R Neo Sports Café vendida em outros mercados, nem com a atual Honda CB 300F Twister.

No mercado de usados aparecem a versão standard e a CB 300RA com C-ABS. Nas primeiras linhas, a standard combina disco dianteiro e tambor traseiro, enquanto a versão C-ABS utiliza discos nas duas rodas e frenagem combinada com antitravamento. Nas linhas finais, a configuração de freios mudou; por isso, confirme o equipamento da moto específica pelo ano-modelo, manual e número de chassi.

História da Honda CB 300R e o que mudou por ano

A CB 300R chegou ao Brasil em 2009 com motor monocilíndrico de 291,6 cm³, comando duplo no cabeçote, quatro válvulas, injeção eletrônica PGM-FI e câmbio de cinco marchas. O projeto priorizava torque em baixa e média rotação, uso urbano e um visual mais musculoso do que o da antiga Twister 250.

CB 300R 2009 a 2012: primeiras linhas

São as unidades mais antigas e normalmente mais baratas. Usam gasolina, têm boa força para a proposta e podem entregar ótimo custo-benefício quando receberam manutenção correta. Em contrapartida, idade, quantidade de donos, adaptações e o histórico de relatos sobre o cabeçote exigem a inspeção mais cuidadosa do guia. Em parte das unidades 2012 standard, também é indispensável verificar a campanha do cilindro-mestre do freio dianteiro.

CB 300R 2013 e 2014: fase flex

A linha 2013 passou a aceitar gasolina e etanol, ganhou atualizações visuais e manteve o motor de 291,6 cm³. O manual informa potência máxima de 26,53 cv com gasolina e 26,73 cv com etanol. Em clima abaixo de 15 °C, o sistema flex pode pedir uma proporção de gasolina no tanque para facilitar a partida, conforme a orientação do manual do proprietário.

Honda CB 300R linha 2012 usada em análise de compra
A linha 2012 merece consulta de recall pelo chassi, além da inspeção normal de motor, freios e estrutura.
Honda CB300 edição especial Repsol 2014 com grafismos de competição
A edição especial Repsol chegou em 2014 na versão standard e se diferencia principalmente pelo acabamento.

CB 300R Repsol 2014: é diferente mecanicamente?

A Special Edition Repsol foi lançada em 2014 inspirada nas cores da equipe Honda no MotoGP. Ela foi oferecida na versão standard; o motor e a base ciclística seguem a linha 2014. Portanto, o valor extra de uma usada está ligado à originalidade dos grafismos, carenagens, tanque e conservação, e não a um ganho de desempenho.

Em uma Repsol, confira se adesivos e peças são originais, se a pintura não esconde reparo de queda e se a documentação identifica corretamente o modelo. Não pague prêmio de coleção por uma unidade remontada.

CB 300R 2015: último ano

A linha 2015 encerrou a geração e recebeu rodas de liga leve com novo desenho de cinco raios duplos. Por ser a mais nova, costuma ter maior preço e é uma das mais procuradas. Ainda assim, ser 2015 não elimina a necessidade de avaliar cabeçote, compressão, sistema de injeção, câmbio, suspensão e procedência.

Ficha técnica da Honda CB 300R

Os números mudam conforme ano e versão. A tabela compara uma referência a gasolina de 2011 com a fase flex de 2015, com dados dos manuais oficiais da Honda.

ItemCB 300R 2011CB 300R 2015 flex
MotorMonocilíndrico, 4 tempos, DOHC, 4 válvulas, arrefecido a ar com radiador de óleoMesma arquitetura básica
Cilindrada291,6 cm³291,6 cm³
AlimentaçãoInjeção eletrônica PGM-FIInjeção eletrônica PGM-FI flex
Potência26,53 cv a 7.500 rpm26,53 cv (gasolina) / 26,73 cv (etanol) a 7.500 rpm
Torque2,81 kgf.m a 6.000 rpm2,82 kgf.m (gasolina) / 2,86 kgf.m (etanol) a 6.500 rpm
Câmbio5 marchas5 marchas
Tanque18 litros; reserva aproximada de 3 litros18 litros; reserva aproximada de 5 litros
Óleo após drenagem1,4 litro; 1,5 litro com troca do filtro1,4 litro; 1,5 litro com troca do filtro
Pneus110/70-17 dianteiro e 140/70-17 traseiro110/70-17 dianteiro e 140/70-17 traseiro
Altura do assento781 mm781 mm
Peso seco143 kg standard / 148 kg C-ABS147 kg standard / 151 kg C-ABS
FreiosDisco dianteiro e tambor traseiro na standard; discos e C-ABS na CB 300RADiscos nas duas rodas; C-ABS na CB 300RA

Atenção: ficha técnica não substitui a conferência do manual correspondente ao ano-modelo e à versão. Em motos antigas, rodas, freios, painel e outras peças podem ter sido trocados.

Honda CB 300R mostrando motor rodas e conjunto ciclístico
Motor de 291,6 cm³, injeção eletrônica e pneus 110/70-17 e 140/70-17 são características marcantes da CB 300R.

Pontos positivos e negativos da CB 300R usada

Pontos positivosPontos negativos
Motor com bom torque e respostas fortes para cidadeHistórico de relatos de problema no cabeçote exige diagnóstico
Visual ainda valorizado e boa presençaCâmbio de cinco marchas deixa o motor mais cheio em rodovia
Peças de revisão e oficinas familiarizadas com o modeloPneus, relação e freios custam mais que em uma 150/160
Boa liquidez quando original e bem conservadaMuitas unidades já passaram por quedas, modificações ou uso severo
Versão C-ABS oferece segurança superiorABS antigo e componentes específicos precisam estar funcionando
Tanque grande e ergonomia versátilPreço alto de algumas unidades não combina com o estado real

CB 300R dá problema de cabeçote? Entenda sem mito

O tema não pode ser ignorado. Há muitos relatos de proprietários e oficinas sobre trinca no cabeçote, perda de compressão e falhas de vedação em parte das CB 300R e XRE 300 antigas. Ao mesmo tempo, é incorreto afirmar que todas quebram ou estabelecer um ano “100% livre” sem analisar a moto.

Também é importante separar o assunto do recall: o problema de cabeçote não foi objeto do recall oficial da CB 300R 2012. A campanha conhecida dessa linha envolve o cilindro-mestre do freio dianteiro em determinadas motos standard.

CB300 R defeitos e pontos de inspeção no motor e cabeçote
O diagnóstico do cabeçote deve combinar partida fria, funcionamento do motor, histórico e testes feitos por profissional.

Sintomas que merecem investigação

  • dificuldade de partida com o motor totalmente frio;
  • marcha lenta irregular, motor apagando ou oscilando;
  • perda de força e sensação de baixa compressão;
  • estalos no escape ou na admissão;
  • vazamento de óleo na região do cabeçote;
  • aquecimento anormal ou funcionamento áspero;
  • histórico de regulagem de válvulas ignorada ou reparos sem nota.

Como verificar antes da compra

  1. Combine para ver a moto fria. Encoste com cuidado no motor antes da partida; se já estiver quente, o vendedor pode estar escondendo dificuldade de pegar.
  2. Observe a primeira partida. Ela deve pegar sem sofrimento excessivo e sustentar a marcha lenta conforme aquece.
  3. Escute fria e quente. Ruído metálico forte, batida interna, falhas e estouros pedem diagnóstico.
  4. Procure vazamentos e sinais de abertura. Silicone em excesso, parafusos marcados e pintura recente não condenam sozinhos, mas exigem explicação e documentos.
  5. Peça teste de compressão e, se houver dúvida, leak-down. Um mecânico consegue interpretar o resultado e localizar perda por válvulas, anéis ou junta.
  6. Exija comprovação do serviço. Se o cabeçote foi substituído ou recuperado, procure nota, data, quilometragem, peças usadas e garantia do reparador.
Não aceite frases como “toda CB faz esse barulho”. O funcionamento monocilíndrico tem características próprias, mas ruído forte, fumaça, baixa compressão, vazamento ou dificuldade de partida precisam de causa definida antes da compra.

Outros defeitos e pontos de atenção na CB 300R usada

ItemO que observarPor que importa
Consumo de óleoNível baixo, fumaça azul, fuligem oleosa e necessidade frequente de completarPode indicar vazamento, desgaste interno ou manutenção negligenciada
Injeção PGM-FILuz de falha, marcha lenta ruim, cortes, demora para pressurizar e adaptações no chicoteO defeito pode estar em sensor, bomba, bico, alimentação elétrica ou motor
Bateria e cargaPartida pesada, luzes variando, bateria nova demais sem explicação e conectores aquecidosBateria, estator, regulador e aterramentos devem ser testados, não trocados por tentativa
Embreagem e câmbioEmbreagem patinando, cabo duro, neutro difícil ou marcha escapando no testeReparos de transmissão podem transformar uma compra barata em prejuízo
RelaçãoCorrente com pontos presos, coroa pontuda, folga irregular e estalosIndica troca próxima e pode revelar falta de manutenção
SuspensãoÓleo nas bengalas, amortecedor traseiro cansado, frente batendo e mesa desalinhadaAfeta estabilidade, frenagem e custo da revisão inicial
Freios e C-ABSDiscos empenados, pastilhas, fluido, mangueiras e luz do ABS que não apaga após rodarFalha de freio é item de segurança; não compre contando apenas com uma futura “limpeza”
PainelHodômetro, conta-giros, luzes de injeção/ABS, combustível e sinais de trocaQuilometragem incompatível com pedaleiras, manoplas e discos merece investigação
Quedas e estruturaBatentes de direção, soldas, guidão, mesas, rodas, pedaleiras, escapamento e alinhamentoTombo leve não é igual a colisão; o problema é dano estrutural escondido
DocumentaçãoChassi e motor legíveis, débitos, restrições, leilão, gravame e recallUma moto mecanicamente boa também precisa ter procedência limpa
Painel Honda CB300R com indicadores que devem ser conferidos na compra
No painel, confirme hodômetro, marcador de combustível, luz da injeção e, na CB 300RA, o comportamento da luz do ABS.

Consumo da Honda CB 300R na prática

Não existe um único número válido para toda CB 300R. Testes de época encontraram resultados diferentes conforme combustível e condução. Em um teste publicado pelo Motonline, a média foi de 24,3 km/l, caindo para perto de 20 km/l em uso mais esportivo. Avaliações da fase flex também registraram médias na casa de 25 km/l com gasolina, enquanto o etanol apresentou consumo menor em distância por litro e grande variação entre testes.

Como referência de compra, espere algo em torno de 20 a 26 km/l com gasolina em uma unidade saudável, dependendo de trânsito, estrada, peso, pneus, relação, filtro, combustível e mão do piloto. Etanol tende a reduzir os quilômetros por litro. Use a média da própria moto em mais de um abastecimento, sempre completando no mesmo posto e até o mesmo nível, para descobrir o consumo real.

O que pode aumentar o consumo?

  • acelerações fortes e velocidade elevada em rodovia;
  • filtro de ar sujo, vela cansada ou injeção com falha;
  • pneus abaixo da calibragem ou relação muito esticada;
  • freio prendendo, embreagem patinando ou corrente sem manutenção;
  • garupa, carga, vento e trânsito pesado;
  • etanol, clima frio e combustível de baixa qualidade.

O tanque de 18 litros ajuda, mas não planeje viagem usando toda a capacidade: preserve margem de segurança e abasteça antes da reserva crítica.

Qual o melhor ano da CB 300R para comprar?

EscolhaQuando faz sentidoCuidado principal
2013 a 2015Melhor equilíbrio para quem quer unidades mais novas e motor flexNão tratar ano final como garantia contra problema de cabeçote
2015Para quem quer o último ano, rodas atualizadas e aceita pagar maisComparar preço com CB 250F mais nova antes de decidir
CB 300RA C-ABSPrioridade em segurança, chuva, vias rápidas e garupaConfirmar luz, sensores, módulo, discos e manutenção do sistema
Repsol 2014Para quem valoriza a edição e encontra uma unidade originalNão pagar prêmio por grafismo refeito ou moto remontada
2009 a 2012Orçamento menor e unidade excepcional, documentada e aprovada no diagnósticoCabeçote, idade, adaptações e recall de parte das 2012 standard

Conclusão sobre o melhor ano: 2013–2015 são o ponto de partida mais racional, mas conservação e histórico vencem o ano. Uma 2011 impecável e documentada pode ser melhor compra que uma 2015 maquiada, fumando ou com motor sem procedência.

Honda CB 300R 2015 usada vale a pena como último ano da geração
A CB 300R 2015 é a linha final e uma das mais valorizadas, mas ainda precisa de avaliação completa.

Preço da CB 300R usada e Tabela FIPE em julho de 2026

A FIPE é uma referência nacional, não uma avaliação da moto específica. Conservação, quilometragem, versão C-ABS, edição Repsol, região, documentação, pneus e histórico de motor mudam o preço real. Os valores abaixo correspondem ao código FIPE 811098-0, referência julho de 2026.

Ano-modeloValor FIPE em julho de 2026Leitura para compra
2009R$ 11.049Preço baixo só compensa com motor e documentação aprovados
2010R$ 11.820Considere a revisão inicial no orçamento
2011R$ 12.116Histórico vale mais que acessórios
2012R$ 12.836Consulte a campanha de recall pelo chassi
2013R$ 13.727Primeira linha flex e começo da faixa preferida
2014R$ 14.639Compare standard, C-ABS e Repsol corretamente
2015R$ 15.112Último ano; compare com alternativas mais novas

Antes de negociar: consulte novamente a Tabela FIPE oficial, filtre anúncios da sua região e desconte gastos imediatos. Uma moto R$ 1.500 mais barata pode sair mais cara se precisar de pneus, relação, suspensão, freios e reparo de motor.

Manutenção, peças e custos que você deve prever

A manutenção básica é conhecida por muitas oficinas e há oferta de itens de desgaste. Mesmo assim, a CB 300R não tem o custo de uma CG. Pneus largos, relação, freios, suspensão, acabamento, sistema C-ABS e um eventual serviço de cabeçote pesam mais.

Nos manuais de 2011 e 2015, a capacidade indicada é de 1,4 litro de óleo após drenagem e 1,5 litro com troca do filtro. A especificação, o intervalo e o procedimento devem seguir o manual do ano-modelo e as condições de uso; não escolha óleo apenas por hábito de outra moto.

Inclua na revisão inicial

  • óleo do motor e filtro, se não houver comprovação recente;
  • folga de válvulas, compressão e análise do cabeçote quando houver sintoma;
  • filtro de ar, vela, marcha lenta e diagnóstico da PGM-FI;
  • pressão da bomba e bico apenas quando o diagnóstico indicar;
  • fluido, pastilhas, discos, mangueiras e funcionamento do C-ABS;
  • pneus, rolamentos, relação, caixa de direção e suspensão;
  • bateria, tensão de carga, aterramentos, chicote e conectores;
  • documentação, recall, chave reserva e manual disponível.

Conteúdos internos úteis do OnlyCars

Os links abaixo foram selecionados nas categorias de avaliações e manuais porque ajudam na comparação ou no diagnóstico da CB 300R. Medições e reparos devem ser feitos com o manual correto e ferramenta adequada.

Recall da Honda CB 300R 2012: o que conferir

Em 2012, a Honda convocou 3.314 unidades da CB 300R standard, sem ABS, para inspeção e, quando necessário, substituição do cilindro-mestre do freio dianteiro. Segundo o comunicado da época, poderia ocorrer perda súbita da capacidade de frenagem dianteira, com risco de queda ou colisão.

  • Ano/modelo: 2012;
  • versão: standard, sem ABS;
  • faixa divulgada: chassi 9C2NC4310CR, sequenciais de 024831 a 028145;
  • produção informada: de 13/12/2011 a 16/01/2012.

Não conclua apenas pela faixa escrita. Consulte o número completo no portal oficial de recall da Honda e confirme em concessionária se o serviço foi realizado. Uma moto usada pode ter mudado de dono sem que a campanha tenha sido atendida.

Checklist: o que olhar antes de comprar uma CB 300R usada

  • Veja o motor frio: combine previamente para o vendedor não aquecer a moto.
  • Teste partida e lenta: procure demora, oscilação, estouros e apagões.
  • Faça diagnóstico do cabeçote: histórico, compressão e leak-down se necessário.
  • Confira óleo e fumaça: nível, vazamentos, fumaça azul e cheiro anormal.
  • Teste embreagem e todas as marchas: sem patinar, escapar ou dar trancos anormais.
  • Observe injeção e elétrica: luzes, carga, partida, chicote, bomba e painel.
  • Verifique freios: discos, pastilhas, fluido e funcionamento do C-ABS.
  • Inspecione ciclística: pneus, rodas, bengalas, amortecedor, direção e relação.
  • Procure sinais de queda: soldas, batentes, mesas, guidão, pedaleiras e escapamento.
  • Valide a procedência: chassi, motor, débitos, leilão, gravame e recall.
  • Compare a quilometragem: desgaste de manoplas, pedaleiras, discos e banco deve ser coerente.
  • Faça cautelar e leve um mecânico: não use este guia como substituto da inspeção presencial.

Quando é melhor desistir da compra?

  • o vendedor impede a partida fria ou recusa avaliação em oficina;
  • há baixa compressão, fumaça, ruído interno forte ou vazamento relevante;
  • existe serviço de cabeçote sem qualquer comprovação e com sintomas atuais;
  • a luz da injeção ou do ABS permanece em falha e o vendedor minimiza o problema;
  • há solda, numeração duvidosa, desalinhamento ou documentação irregular;
  • o preço muito baixo depende de você acreditar em “é só regular”.
Honda CB 300R usada em avaliação antes da compra
A melhor CB 300R usada é a que comprova cuidado: avaliação mecânica, procedência e documentação devem fechar juntos.

CB 300R ou concorrentes: o que comparar?

ModeloVantagem sobre a CB 300R antigaQuando a CB 300R ainda faz sentido
Yamaha Fazer 250 usadaReputação de conjunto racional e consumo equilibradoQuem prefere mais torque, visual da Honda e encontra unidade comprovadamente boa
Honda CB 250F Twister usadaProjeto mais novo, seis marchas e histórico menos carregado pelo cabeçoteQuando a CB custa claramente menos e passa em toda a inspeção
Honda XRE 300 usadaPosição alta e maior aptidão para piso ruimPara uso majoritariamente no asfalto, com centro de gravidade mais baixo
Honda CB 300F Twister usadaProjeto atual, seis marchas, embreagem assistida/deslizante e equipamentos modernosQuando o orçamento não alcança a nova 300F e a antiga está realmente íntegra

Não compare apenas cilindrada e preço do anúncio. Some revisão inicial, seguro, risco de roubo na sua cidade, pneus, consumo, disponibilidade de peças específicas e o tempo que pretende ficar com a moto.

Veredito: vale a pena comprar uma CB 300R usada em 2026?

Vale a pena, mas é uma compra de unidade — não apenas de modelo. A CB 300R entrega desempenho agradável, visual ainda atual, mercado ativo e praticidade suficiente para cidade, vias expressas e viagens curtas. As linhas 2013–2015 e a versão C-ABS são os melhores pontos de partida para a maioria dos compradores.

O histórico do cabeçote impede uma recomendação cega. Com partida fria aprovada, compressão saudável, manutenção documentada, freios e suspensão em ordem, procedência limpa e preço coerente, ela pode ser uma boa moto. Se houver fumaça, baixa compressão, ruído forte, reparo mal explicado, ABS em falha ou vendedor evitando oficina, procure outra. Há muitas CB 300R no mercado; não é preciso assumir um risco mal calculado.

Perguntas frequentes sobre a Honda CB 300R usada

Honda CB 300R usada vale a pena em 2026?

Sim, desde que tenha motor saudável, histórico de manutenção, documentação limpa e preço coerente. O cabeçote, a partida fria, os freios e os sinais de queda precisam ser avaliados antes da compra.

Qual é o melhor ano da CB 300R?

As linhas 2013, 2014 e 2015 costumam ser as escolhas mais interessantes por serem flex e mais novas. Mesmo assim, conservação e histórico são mais importantes do que o ano isolado.

Quais anos da CB 300R dão problema de cabeçote?

Os relatos são mais associados às unidades antigas, mas não existe um ano que dispense inspeção. Não é correto afirmar que toda moto de certo ano terá o defeito ou que as últimas linhas sejam imunes.

Como saber se o cabeçote da CB 300R está ruim?

Partida fria difícil, marcha lenta irregular, perda de força, baixa compressão, estouros e vazamentos são sinais de alerta. A confirmação deve ser feita por mecânico, com inspeção e testes de compressão ou estanqueidade quando necessário.

CB 300R com cabeçote feito vale a pena?

Pode valer, se o serviço foi executado corretamente e há nota, peças identificadas, data, quilometragem e funcionamento comprovado. Um reparo documentado é melhor do que uma história vaga.

Qual é o consumo da CB 300R?

Uma referência realista com gasolina é aproximadamente 20 a 26 km/l, variando com trânsito, velocidade, peso, combustível, manutenção e condução. Etanol normalmente reduz a distância percorrida por litro.

A CB 300R 2013 é flex?

Sim. A partir da linha 2013, a CB 300R passou a aceitar gasolina e etanol. O manual traz orientações específicas para partida em clima frio.

CB 300R tem ABS?

Existe a versão CB 300RA com sistema C-ABS. Como a configuração varia por ano, confirme a versão pelo documento, manual e componentes da moto, e teste o sistema antes da compra.

A CB 300R 2012 tem recall?

Determinadas unidades 2012 standard, sem ABS, foram convocadas para inspeção do cilindro-mestre do freio dianteiro. Consulte o chassi completo no portal oficial da Honda.

A CB 300R é boa para estrada?

Ela atende viagens curtas e rodovias com planejamento, mas o câmbio tem cinco marchas e não oferece a proteção aerodinâmica de uma touring. Velocidade, carga, pneus e manutenção mudam bastante o conforto.

A CB 300R é boa para iniciante?

Pode ser para um iniciante responsável e já treinado, mas é mais pesada e forte que uma 150/160. Curso de pilotagem, equipamentos e adaptação gradual são recomendáveis.

A manutenção da CB 300R é cara?

É intermediária: mais cara que a de uma CG, mas normalmente mais simples que a de motos maiores e multicilíndricas. Cabeçote, C-ABS, pneus, relação e acabamento podem elevar bastante a conta.

CB 300R ou Fazer 250 usada?

A Fazer 250 costuma ser a escolha mais racional para quem prioriza previsibilidade e economia. A CB 300R agrada quem quer mais torque e encontra uma unidade com diagnóstico e histórico aprovados.

CB 300R ou CB 250F Twister?

A CB 250F é mais nova e tem câmbio de seis marchas, enquanto a CB 300R oferece mais cilindrada e pode custar menos. Compare o estado das unidades e o custo total, não só a potência.

O que olhar antes de comprar uma CB 300R usada?

Confira partida fria, compressão, cabeçote, óleo, injeção, câmbio, embreagem, freios, ABS, suspensão, pneus, relação, painel, estrutura, documentação e recall. Faça avaliação mecânica e cautelar.

Fontes e transparência

Este é um guia editorial de compra, não um teste presencial da unidade anunciada. Dados técnicos foram cruzados com manuais oficiais; consumo vem de testes de época e deve ser tratado como referência; preços mudam mensalmente. As principais fontes consultadas foram: