Sistema de ignição da Honda CB300R com vela, bobina e sensor CKP
Manual do sistema de ignição da Honda CB300R com diagnóstico de ausência de faísca.

Sistema de Ignição da Honda CB300R: Vela, Bobina, Sensor CKP e PDF

Manual de serviço • Capítulo 17

Este guia reúne os dados do sistema de ignição da Honda CB300R: vela correta, folga dos eletrodos, teste da bobina, pico do sensor CKP, diagnóstico de moto sem faísca, conferência do ponto de ignição e acesso ao manual em PDF.

Honda CB300R Arquivo organizado para 2009–2015 9 páginas Sistema de ignição

Resposta rápida: o que conferir quando a CB300R está sem faísca?

Comece por bateria carregada, vela, supressor de ruídos, cabo, conectores e aterramentos. Depois confirme a voltagem inicial da bobina, que deve acompanhar a tensão da bateria, e meça os picos com adaptador apropriado: mínimo de 100 V na bobina e mínimo de 0,7 V no sensor CKP.

Com tensão e pico normais, mas sem centelha, o manual direciona a inspeção para vela, fuga no circuito secundário e bobina. Não condene o ECM antes de verificar alimentação, terra, chicote, interruptores de segurança, bateria, bobina e CKP na ordem indicada; se houver código no painel, consulte também o sistema PGM-FI e os códigos da luz MIL.

Atenção à aplicação por ano

O nome do arquivo organiza o conteúdo para a CB300R 2009 a 2015, mas o capítulo identifica apenas CB300R e seus metadados são de junho de 2009. Antes de aplicar cores de fios, conectores ou valores, confirme a edição do manual, o ano/modelo, a versão e o chicote da motocicleta. O manual do proprietário da CB 300R 2013 e o portal oficial de manuais da Honda ajudam a conferir a documentação da versão correspondente.

O que há no manual do sistema de ignição

O arquivo corresponde ao capítulo 17 do manual de serviço. Ele mostra a localização e o diagrama dos componentes, informações de serviço, especificações, diagnose de ausência de faísca, inspeção do pico primário da bobina, teste do sensor CKP, remoção da bobina e verificação do ponto com lâmpada estroboscópica.

100 Vpico primário mínimo da bobina
0,7 Vpico mínimo do sensor CKP
10° APMSmarca F em marcha lenta

O sistema é transistorizado e o avanço é controlado eletronicamente. Segundo o manual, não existe ajuste manual do ponto de ignição; o procedimento serve para conferir se o sistema está funcionando conforme previsto.

Componentes que participam do sistema

O diagrama do capítulo relaciona alimentação, comando, sensores e dispositivos de segurança. A falha pode estar fora da bobina ou da vela, por isso o diagnóstico deve considerar o circuito completo.

Alimentação e comando

  • bateria e fusível principal de 20 A;
  • fusível IGN/FI de 10 A;
  • interruptor de ignição;
  • interruptor de parada do motor;
  • ECM.

Sinal, centelha e segurança

  • sensor CKP;
  • bobina, cabo, supressor e vela;
  • sensor de inclinação do chassi;
  • interruptores de ponto morto e cavalete lateral;
  • diodo do interruptor de ponto morto.

Para seguir as rotas e abreviações do chicote, use também o esquema elétrico completo da Honda CB300R.

Especificações do sistema de ignição da CB300R

Arraste a tabela para os lados no celular.

Valores informados no capítulo 17
ItemEspecificaçãoObservação prática
Vela padrãoDPR8EA-9S (NGK)Use o grau térmico especificado.
Vela para longos percursos em alta rotaçãoDPR9EA-9S (NGK)Aplicação especial indicada pelo manual.
Folga dos eletrodos0,80–0,90 mmMedir com calibre apropriado.
Pico primário da bobinamínimo de 100 VExige adaptador de pico e multímetro adequado.
Pico do sensor CKPmínimo de 0,7 VMedido durante o acionamento da partida.
Ponto de ignição10° APMS em marcha lentaConferência pela marca “F”.
Marcha lenta para conferência1.400 ± 100 rpmMotor aquecido à temperatura normal.

Vela correta e folga dos eletrodos

A vela padrão indicada é a NGK DPR8EA-9S. Para longos percursos mantidos em alta rotação, o manual lista a NGK DPR9EA-9S. A folga entre os eletrodos deve permanecer entre 0,80 e 0,90 mm.

Não escolha a vela apenas porque a rosca encaixa. O grau térmico incorreto pode provocar funcionamento inadequado e dano ao motor. Antes de trocar o grau térmico, confirme se o uso da motocicleta realmente corresponde à condição especial descrita pelo manual.

Vela carbonizada, encharcada, trincada, com eletrodos gastos ou fuga no isolador pode confundir o diagnóstico. Consulte a tabela de manutenção da CB300R para relacionar a inspeção da vela aos intervalos do manual. Para entender a ordem geral de verificação, veja também o guia moto sem faísca: vela, bobina, CKP, módulo ou chicote.

O que conferir antes de medir a bobina ou o CKP

  1. Verifique a vela e faça o teste com uma unidade conhecida e em boas condições.
  2. Confira se o supressor de ruídos e o cabo da vela estão firmes, secos e sem fuga.
  3. Inspecione conectores, terminais, aterramentos e sinais de oxidação ou fio rompido.
  4. Carregue e teste a bateria; rotação de partida baixa reduz os picos e pode eliminar a centelha.
  5. Confirme a compressão do cilindro e a instalação correta da vela antes dos testes de pico.
  6. Use adaptador de pico e multímetro digital com impedância mínima de 10 MΩ/Vcc.

Se o motor de partida não girar ou trabalhar devagar, resolva primeiro o diagnóstico da partida elétrica da CB300R. A leitura obtida pode variar conforme a impedância interna do aparelho; um multímetro inadequado ou uma ligação invertida pode produzir resultado falso e levar à substituição de uma peça boa.

Diagnóstico da CB300R sem faísca

O manual separa o problema pela condição medida. A tabela abaixo preserva a lógica de diagnóstico, começando pelas verificações mais diretas antes de considerar falha do ECM.

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Ausência de centelha: condição e causas prováveis
CondiçãoPossíveis causas na ordem do manual
Sem voltagem inicial, outros componentes normais1. Circuito aberto no fio Preto/Azul entre bobina e caixa de fusíveis. 2. Terminal primário solto, mau contato ou bobina primária aberta. 3. ECM, somente após a verificação indicada com seu conector cinza desacoplado.
Voltagem inicial normal, mas cai para 2–4 V durante a partida1. Adaptador de pico ligado incorretamente. 2. Bateria descarregada. 3. Interruptor de parada defeituoso. 4. Falta de tensão no fio Preto/Branco do ECM ou mau contato. 5. Terra Verde do ECM aberto ou com mau contato. 6. Fio Rosa/Azul entre bobina e ECM aberto ou com mau contato. 7. Curto na bobina primária. 8. Circuitos do cavalete lateral ou ponto morto. 9. Sensor CKP. 10. ECM, se os itens anteriores estiverem normais.
Voltagem inicial normal, sem pico durante a partida1. Conexões do adaptador invertidas ou incorretas. 2. Adaptador de pico defeituoso. 3. ECM, se os dois itens anteriores estiverem normais.
Pico abaixo de 100 V1. Multímetro com impedância inferior a 10 MΩ/Vcc. 2. Velocidade de partida baixa por bateria descarregada. 3. Amostra e pulso não sincronizados. 4. Bobina de ignição. 5. ECM, somente depois das demais verificações.
Voltagem inicial e pico normais, mas sem faísca1. Vela defeituosa ou fuga de corrente no secundário. 2. Bobina de ignição defeituosa.
CKP com pico baixo1. Multímetro inadequado. 2. Rotação de partida baixa. 3. Falha de sincronismo da amostra com o pulso. 4. Sensor CKP, se os três itens anteriores estiverem normais.
CKP sem pico1. Adaptador de pico defeituoso. 2. Sensor CKP defeituoso.

O que é a voltagem inicial da bobina

Neste capítulo, “voltagem inicial” significa a tensão presente no circuito primário com o interruptor de ignição ligado e o interruptor de parada na posição de funcionamento, sem acionar o motor de partida. O valor esperado é a voltagem da bateria.

voltagem inicial esperada ≈ voltagem da bateria

Na inspeção descrita, as pontas do adaptador são ligadas entre Rosa/Azul (+) e terra (–), mantendo o conector da bobina acoplado. Se não houver a tensão inicial, a busca deve começar em alimentação, fusível, chicote, terminal e comando, não no pico da bobina.

Como o manual mede o pico primário da bobina

  1. Remova o protetor esquerdo e inspecione todas as conexões.
  2. Desconecte o supressor da vela instalada e ligue nele uma vela em boas condições.
  3. Aterre corretamente a vela de teste ao cabeçote, longe de combustível e vapores.
  4. Mantenha o conector da bobina acoplado e ligue o adaptador entre Rosa/Azul (+) e terra (–).
  5. Confirme a voltagem inicial equivalente à tensão da bateria.
  6. Coloque a transmissão em ponto morto, acione a partida e registre o maior pico.

Referência: o pico de voltagem primária deve atingir pelo menos 100 V. Uma leitura baixa não condena automaticamente a bobina: primeiro confirme bateria, rotação de partida, aparelho, conexões e sincronismo da amostra.

Teste do pico de voltagem do sensor CKP

O sensor CKP informa ao ECM a posição e a rotação da árvore de manivelas. Sem um sinal válido, o módulo não consegue comandar a ignição no momento correto.

No conector 33P do ECM, o manual utiliza o dispositivo de teste e mede entre os terminais 12 (+) e 23 (–). Com a transmissão em ponto morto, ignição ligada e interruptor de parada na posição de funcionamento, aciona-se o motor de partida para registrar o pico.

Referência: pico mínimo do sensor CKP de 0,7 V.

Se o valor no ECM for anormal, o procedimento manda repetir a medição no conector 3P, do lado do sensor, entre Azul/Amarelo (+) e Branco/Amarelo (–). Para chegar à remoção e instalação física do CKP, use o capítulo de alternador e embreagem de partida da CB300R.

Como comparar a leitura do CKP no sensor e no ECM

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Interpretação da comparação indicada no manual
Leitura no ECMLeitura no sensorDireção do diagnóstico
AnormalNormalProcurar circuito aberto, terminal frouxo ou mau contato na fiação entre o CKP e o ECM.
AnormalAnormalVerificar aparelho, rotação de partida, conexões e sensor CKP conforme a tabela de diagnose.
NormalNormalO sinal chega ao módulo; continuar a investigação de alimentação, bobina, secundário, vela, comandos e demais circuitos.

Ferramentas indicadas para os testes

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Equipamentos mencionados pelo manual
FerramentaCódigo ou requisitoUso
Verificador de diagnóstico Imriemodelo 625Leitura de pico com as instruções do fabricante.
Adaptador de pico de voltagem07HGJ-0020100Usado com multímetro digital compatível.
Dispositivo de Teste do ECM, 33P070MZ-MCA0100Acesso aos terminais 12 e 23 do ECM para o CKP.
Multímetro digitalimpedância mínima de 10 MΩ/VccLeitura com o adaptador de pico.
Lâmpada estroboscópicaequipamento compatívelConferência da marca “F” e do avanço.

O adaptador de pico é importante porque o pulso de ignição é rápido. Uma leitura direta em escala comum de tensão contínua não equivale ao procedimento do manual.

Remoção e instalação da bobina de ignição

Para remover a bobina, o capítulo orienta retirar o tanque de combustível, desacoplar o supressor de ruídos da vela, desconectar a fiação primária e remover os dois parafusos de fixação. A instalação segue a ordem inversa.

O capítulo não fornece torque numérico para os dois parafusos da bobina. Passe a fiação pela rota correta e não invente um valor de aperto. A retirada do tanque deve seguir o procedimento do sistema de alimentação, com atenção a combustível, conectores e linha pressurizada.

Como conferir o ponto de ignição da CB300R

  1. Remova o protetor esquerdo.
  2. Aqueça o motor até a temperatura normal de funcionamento e desligue-o.
  3. Retire a tampa do orifício de sincronização e o anel de vedação.
  4. Ligue a lâmpada estroboscópica ao cabo da vela seguindo as instruções do equipamento.
  5. Faça o motor funcionar em 1.400 ± 100 rpm.
  6. Confira se a marca “F” do volante se alinha à referência da tampa traseira da carcaça.
  7. Aumente a rotação e verifique se a marca “F” começa a se mover, indicando atuação do avanço.

A especificação apresentada é 10° APMS em marcha lenta. APMS significa antes do ponto morto superior. Como o controle é eletrônico, o manual não prevê ajuste mecânico do ponto; uma divergência exige diagnóstico do sistema.

Torque da tampa de sincronização e vedação

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Fechamento após a conferência do ponto
ComponenteTorquePreparação
Tampa do orifício de sincronização10 N.m (1,0 kgf.m)Novo anel de vedação coberto com óleo de motor; graxa nas roscas da tampa.

Verifique o alojamento e o anel para evitar vazamento. Não use vedante ou trava química onde o manual especifica apenas óleo no anel e graxa nas roscas.

Como interpretar os resultados sem trocar peças por tentativa

Sem tensão inicial

Investigue alimentação, fusível IGN/FI, fio Preto/Azul, terminal primário, comandos e conectores.

Tensão cai demais na partida

Teste a bateria e a rotação de partida antes de condenar bobina, CKP ou ECM.

Pico correto, sem centelha

Concentre-se em vela, supressor, cabo, fuga secundária e bobina.

CKP normal no sensor, ruim no ECM

Procure interrupção, resistência de contato ou terminal defeituoso no chicote.

Ausência de partida não significa automaticamente falta de faísca. Se a centelha estiver correta, siga o diagnóstico geral de defeitos da CB300R e confira alimentação de combustível e injeção. Para a parte mecânica, relacione o teste de compressão ao capítulo de cilindro e pistão e o sincronismo ao manual do cabeçote e válvulas.

O que este capítulo não cobre por completo

  • a inspeção detalhada da vela é remetida ao capítulo de manutenção;
  • a remoção e instalação do sensor CKP ficam no capítulo do alternador;
  • os testes dos interruptores de ignição, parada, embreagem, ponto morto e cavalete lateral ficam em outros capítulos;
  • o diodo do ponto morto e os circuitos de partida possuem procedimentos próprios;
  • o capítulo não apresenta resistência interna da bobina nem resistência do CKP como critério de condenação;
  • não há torque numérico informado para os parafusos de fixação da bobina.

O PDF é excelente para a sequência de diagnóstico da ignição, mas deve ser combinado com o diagrama elétrico da CB300R e os capítulos citados pelo próprio manual.

Cuidados de segurança

  • Desligue a ignição antes de acoplar ou desacoplar componentes e conectores.
  • Não desconecte o ECM com corrente circulando; sobretensão pode danificá-lo.
  • Não segure vela, supressor ou cabo durante o teste de centelha.
  • Mantenha a vela de teste e qualquer faísca longe de combustível, vapores e derramamentos.
  • Não perfure isolação nem force pontas de prova que possam abrir terminais.
  • Use bateria carregada e equipamento de medição compatível com pulsos de ignição.
  • Evite dar partida com marcha engatada e mantenha a moto estável e ventilada.

Checklist rápido para a bancada

  • □ Aplicação, ano e edição do manual confirmados.
  • □ Bateria carregada e velocidade de partida normal.
  • □ Fusíveis principal 20 A e IGN/FI 10 A verificados.
  • □ Vela correta, folga de 0,80–0,90 mm e unidade de teste boa.
  • □ Supressor, cabo, conectores e terras inspecionados.
  • □ Voltagem inicial equivalente à bateria.
  • □ Pico primário da bobina de pelo menos 100 V.
  • □ Pico do CKP de pelo menos 0,7 V.
  • □ Leituras do CKP comparadas no sensor e no ECM, se necessário.
  • □ Marca “F” conferida em 1.400 ± 100 rpm.
  • □ Novo anel instalado e tampa apertada a 10 N.m.

Perguntas frequentes sobre a ignição da CB300R

Qual vela a Honda CB300R usa segundo este manual?

A vela padrão indicada é a NGK DPR8EA-9S. Para longos percursos mantidos em alta rotação, o capítulo lista a NGK DPR9EA-9S.

Qual é a folga da vela da CB300R?

A folga especificada entre os eletrodos é de 0,80 a 0,90 mm.

Qual é o pico mínimo da bobina de ignição?

O pico de voltagem primária deve atingir no mínimo 100 V, medido com adaptador de pico e multímetro adequado durante o acionamento da partida.

Qual é o pico mínimo do sensor CKP?

O manual especifica no mínimo 0,7 V durante o acionamento do motor de partida.

O que verificar primeiro quando a CB300R está sem faísca?

Confira bateria, vela, supressor, cabo, conectores, terminais e aterramentos antes de medir a bobina e o sensor CKP.

Pico normal na bobina e ausência de faísca indicam o quê?

O diagnóstico deve se concentrar na vela, em fuga de corrente no circuito secundário e na própria bobina de ignição.

Como saber se a falha do CKP está no chicote?

Se o pico estiver normal no conector do sensor e anormal no conector do ECM, o manual direciona a inspeção para circuito aberto ou mau contato na fiação.

É possível regular o ponto de ignição da CB300R?

Não há ajuste manual. O ponto é controlado eletronicamente; o procedimento com lâmpada estroboscópica apenas confirma o alinhamento e o avanço.

Qual é a marcha lenta usada para conferir o ponto?

O motor deve estar aquecido e funcionando a 1.400 ± 100 rpm para a conferência da marca “F”.

Qual é o torque da tampa do orifício de sincronização?

O torque é 10 N.m, com novo anel de vedação lubrificado com óleo de motor e graxa nas roscas da tampa.

Manual do sistema de ignição da CB300R em PDF

O visualizador abaixo contém as 9 páginas do capítulo 17, incluindo diagrama, especificações, diagnose, conexões de teste, bobina e ponto de ignição. Use o zoom para conferir os desenhos e terminais diretamente no documento.

Conteúdos relacionados para fechar o diagnóstico

Use os valores junto do diagrama e da sequência completa do manual. Em sistemas eletrônicos de ignição, uma leitura isolada não substitui a verificação de bateria, aparelho, conectores, fiação, aterramentos e condições do teste.