Manual de serviço · Capítulo 17 · Sistema elétrico
Sistema de ignição da Honda CG150 Titan: vela, bobina, sensor CKP, ponto e manual em PDF
Consulte o capítulo técnico do sistema de ignição da Honda CG150 Titan KS, ES e ESD, com especificações da vela, testes de pico de voltagem da bobina e do sensor CKP, diagnóstico de motor sem faísca, inspeção do ponto de ignição e o manual em PDF.
Resposta rápida
A vela de ignição padrão indicada é a NGK CPR8EA-9, com folga de 0,8 a 0,9 mm. Para condução prolongada em alta velocidade, o manual recomenda a NGK CPR9EA-9. A voltagem de pico mínima no primário da bobina é de 100 V, e a do sensor CKP é de 0,7 V.
O ponto é verificado a 1.400 ± 100 rpm: a marca “F” deve se alinhar com a referência da tampa esquerda da carcaça do motor. Ele não possui regulagem, pois o ECM vem pré-ajustado de fábrica. Antes de condenar bobina, sensor CKP ou ECM, confira bateria, vela, supressor, conectores, aterramentos e fiação.
Aplicação: confirme a versão antes de usar o manual
O cabeçalho do capítulo identifica a CG150 Titan KS, ES e ESD. O índice geral do manual apresenta suplementos separados para Titan Mix, Titan EX e Fan ESi. Por isso, este capítulo-base não deve ser aplicado automaticamente a todas as CG 150. Confirme o ano, a versão, o sistema de alimentação e os eventuais suplementos correspondentes à motocicleta.
O que existe neste manual de ignição da CG150
O arquivo corresponde ao Capítulo 17 – Sistema de Ignição do manual de serviço. Em nove páginas, reúne localização dos componentes, diagrama do circuito, especificações, tabela de diagnóstico, medição da voltagem de pico, inspeção do ponto e remoção da bobina.
| Documento | Capítulo 17 – Sistema de Ignição |
|---|---|
| Modelos no cabeçalho | Honda CG150 Titan KS, ES e ESD |
| Data de emissão | Agosto de 2009 |
| Código do manual | 00X6B-KVS-004 |
| Conteúdo | Vela, bobina, sensor CKP, ECM, ponto de ignição, diodo, interruptores, bateria e fusível principal |
| Formato | PDF técnico em português com 9 páginas |
Este não é o manual completo da motocicleta. É um capítulo específico, útil para investigar falta de faísca e conferir os valores de teste sem misturar os procedimentos de carga, partida elétrica, alternador ou injeção de combustível.
Como funciona o sistema de ignição da Honda CG150
Na configuração descrita no capítulo, o módulo de controle da ignição está integrado ao ECM. O sensor CKP informa a posição e a rotação do virabrequim; a partir desses sinais e das condições de funcionamento, o ECM comanda o primário da bobina. A bobina eleva a tensão, que segue pelo cabo e pelo supressor até a vela para produzir a centelha.
Comando e referência
O ECM contém o ICM e recebe o sinal do sensor CKP. Conectores, alimentação, aterramento e velocidade de rotação interferem diretamente no diagnóstico. Nas versões com injeção, as demais funções do módulo estão no manual do sistema PGM-FI da CG150.
Geração da centelha
A bobina de ignição transforma o pulso do circuito primário em alta tensão no secundário, permitindo a faísca entre os eletrodos da vela.
Intertravamento
Interruptores de ponto morto e da embreagem, além do diodo, participam das condições de partida verificadas na tabela de diagnóstico. As continuidades e conexões desses comandos aparecem no manual de luzes, instrumentos e interruptores da CG150.
Alimentação elétrica
Bateria, interruptor de ignição, regulador/retificador e fusível principal de 15 A aparecem no circuito mostrado pelo manual.
Uma bateria fraca pode parecer defeito de ignição
O manual exige bateria adequadamente carregada. Se o motor girar devagar, o pico medido pode ficar abaixo do valor especificado e a centelha pode não ser suficiente. Nas versões ES e ESD, verifique primeiro o sistema de bateria e carga da CG150 e, se a rotação estiver baixa, o sistema de partida elétrica. Na KS, a força aplicada ao pedal também influencia a velocidade do teste.
Especificações da vela, bobina, sensor CKP e ponto
Os valores abaixo foram transcritos das especificações e dos procedimentos do PDF. O resultado depende do instrumento, das conexões, da carga da bateria e da velocidade com que o motor gira.
| Item | Valor do manual | Observação |
|---|---|---|
| Vela de ignição padrão | NGK CPR8EA-9 | Uso normal |
| Vela para uso prolongado em alta velocidade | NGK CPR9EA-9 | Grau térmico indicado pelo manual para essa condição |
| Folga dos eletrodos | 0,8 a 0,9 mm | Medir e conferir o estado da vela |
| Voltagem de pico do primário da bobina | 100 V mínimo | Medição conforme o procedimento e com adaptador de pico |
| Voltagem de pico do sensor CKP | 0,7 V mínimo | Medição durante o acionamento do motor |
| Marcha lenta para verificar o ponto | 1.400 ± 100 rpm | Motor aquecido |
| Ponto de ignição | Marca F / 8° APMS | Conferir alinhamento com a marca de referência |
| Torque da tampa do orifício de sincronização | 10 N·m (1,0 kgf·m) | Usar anel de vedação novo lubrificado com óleo de motor novo |
Não escolha a vela apenas porque a rosca encaixa
Uma vela com grau térmico incorreto pode provocar dano ao motor. A CPR9EA-9 não é apresentada como “melhor” para qualquer uso: o capítulo a reserva para condução prolongada em alta velocidade. Para uso normal, a especificação padrão é CPR8EA-9; o intervalo de inspeção está na tabela de manutenção da Honda CG150.
CG 150 sem faísca: sequência de diagnóstico do manual
Antes das medições, inspecione a vela, o encaixe do supressor, o cabo da vela, os terminais da bobina e a presença de água no supressor. Umidade nessa área pode provocar fuga de corrente no circuito secundário. Também procure conectores soltos, pinos recuados, oxidação e fios rompidos.
A voltagem inicial do primário deve corresponder à tensão da bateria com o interruptor de ignição ligado e o motor ainda sem ser acionado. O comportamento dessa tensão durante a partida direciona a próxima etapa:
| Resultado observado | O que o manual orienta verificar |
|---|---|
| Sem inicial Outros circuitos elétricos funcionam normalmente |
Regulador/retificador; circuito do fio vermelho até o interruptor de ignição; interruptor de ignição; terminal primário solto ou circuito aberto; ECM quando a tensão reaparece com o módulo desconectado. |
| Queda 2–4 V Tensão inicial normal, mas cai durante o acionamento |
Bateria fraca; aterramento verde do ECM; fio rosa/azul entre bobina e ECM; interruptores de embreagem e ponto morto; diodo; circuitos relacionados; sensor CKP; bobina e ECM. |
| Sem pico Tensão inicial normal, sem pico durante a partida |
Conexões incorretas do adaptador; adaptador de pico defeituoso; sensor CKP; ECM. |
| Pico baixo Tensão inicial normal, pico abaixo de 100 V |
Impedância inadequada do multímetro; rotação insuficiente por bateria fraca ou acionamento lento; diferença no tempo de amostragem do instrumento; ECM. |
| Pico normal Inicial e pico normais, mas não existe faísca |
Vela defeituosa; fuga no circuito secundário; supressor ou cabo; bobina de ignição. |
Essa ordem é importante. Um pico normal no primário, por exemplo, muda o foco para o circuito secundário, a vela e a própria bobina. Já um valor baixo não autoriza trocar o ECM sem antes confirmar bateria, velocidade de rotação, instrumento e adaptador. Para ampliar a investigação por sintomas, consulte o guia de diagnóstico de defeitos da Honda CG150.
Risco de choque elétrico
O sistema produz alta tensão. Não toque na vela, no supressor, nos cabos ou nas pontas de prova durante o acionamento do motor. Não faça testes de centelha perto de combustível ou vapores inflamáveis. Se você não domina medições elétricas em motocicletas, procure uma oficina qualificada.
Como testar a bobina de ignição da CG150
O capítulo não se limita a uma medição de resistência. O teste principal verifica a voltagem de pico do primário, com a bobina e a vela montadas corretamente e um adaptador de pico ligado a um multímetro compatível.
Prepare a motocicleta
Confirme a bateria carregada e use uma vela em boas condições. O supressor deve estar conectado à vela, que precisa permanecer instalada no cabeçote para o teste descrito.
Conecte o adaptador
Ligue o terminal positivo da medição ao fio rosa/azul da bobina e o negativo ao terra do chassi, respeitando a polaridade indicada.
Confira a tensão inicial
Com a ignição ligada e sem acionar o motor, a leitura deve corresponder à tensão da bateria. Se não corresponder, siga a tabela de diagnóstico antes de medir o pico.
Acione o motor e leia o pico
Na KS, use o pedal de partida; nas ES e ESD, use o motor de partida. A especificação é de 100 V no mínimo. Faça a leitura com segurança e compare o resultado com as condições previstas no manual.
O multímetro comercial deve ter impedância mínima de 10 MΩ/VCC. Um instrumento inadequado ou com resposta de amostragem diferente pode indicar pico inferior mesmo quando o sistema está funcionando corretamente.
Como verificar o sensor CKP da CG150
O sensor CKP fornece ao ECM a referência de posição do virabrequim. Sem um sinal adequado, o módulo não comanda a ignição corretamente. O capítulo especifica 0,7 V de pico no mínimo durante o acionamento.
Meça pelo circuito do ECM
Com a fiação de teste de 33 pinos, a leitura indicada é feita nos terminais 12 positivo e 23 negativo, usando o adaptador de voltagem de pico.
Compare no conector do alternador
Se a leitura estiver fora da especificação pelo ECM, repita a medição no conector 4P do alternador/sensor CKP, do lado do sensor, entre os fios azul/amarelo e branco/amarelo. A remoção física do sensor e do rotor está no manual do alternador e da embreagem de partida da CG150.
Separe sensor de fiação
Se o valor for normal junto ao sensor, mas anormal no ECM, procure circuito aberto, curto, conector solto ou mau contato na fiação. Se também estiver anormal junto ao sensor, verifique rotação, instrumento, adaptador e sensor CKP.
| Resultado | Possibilidades indicadas |
|---|---|
| Pico abaixo de 0,7 V | Impedância insuficiente do multímetro; baixa rotação; tempo de amostragem diferente; sensor CKP. |
| Sem voltagem de pico | Adaptador de pico defeituoso ou sensor CKP defeituoso, após confirmar conexões e fiação. |
| Normal no sensor e anormal no ECM | Circuito aberto, curto-circuito, conector solto ou mau contato entre o sensor e o ECM. |
Como conferir o ponto de ignição da CG150 Titan
A inspeção usa uma lâmpada estroboscópica ligada ao cabo da vela. O objetivo é observar a marca “F” com o motor aquecido em marcha lenta. O procedimento é de verificação, não de ajuste.
Aqueça e desligue o motor
Leve o motor à temperatura normal de funcionamento, desligue-o e remova a tampa do orifício de sincronização.
Instale a lâmpada de ponto
Conecte a lâmpada estroboscópica ao cabo da vela conforme as instruções do equipamento, mantendo cabos e mãos afastados de partes quentes ou móveis.
Confira a marca F
Ligue o motor e mantenha 1.400 ± 100 rpm. O ponto está correto quando a marca “F” se alinha com a marca de referência da tampa esquerda da carcaça do motor.
Feche o orifício
Instale um anel de vedação novo, lubrificado com óleo de motor novo, e aperte a tampa a 10 N·m (1,0 kgf·m).
O ponto de ignição da CG150 não é regulável
O ECM é pré-ajustado de fábrica e o ponto não pode ser regulado. Se a marca não estiver na posição prevista, o caminho correto é diagnosticar o sistema e as referências de rotação/posição, e não improvisar uma regulagem mecânica.
Remoção e instalação da bobina de ignição
Para remover a bobina, o manual orienta retirar primeiro o tanque de combustível. Em seguida, desconecte o supressor da vela, solte os conectores do primário e remova os parafusos de fixação da bobina. A instalação é feita na ordem inversa.
- Desligue o interruptor de ignição antes de desconectar componentes elétricos.
- Puxe pelo conector ou pelo supressor, nunca pelo fio.
- Observe a posição dos terminais do primário antes da remoção.
- Confira o assentamento do supressor e o caminho do cabo da vela após a montagem.
- Ao remover o tanque, siga o procedimento específico do sistema de combustível e evite qualquer fonte de ignição.
O ECM é sensível a impactos. O capítulo alerta para não derrubá-lo e para desligar a ignição antes de conectar ou desconectar seus terminais.
Ferramentas indicadas para os testes
| Ferramenta | Referência do manual | Uso |
|---|---|---|
| Adaptador de voltagem de pico | 07HGJ-0020100 | Medição dos picos da bobina e do sensor CKP |
| Fiação de teste do ECM, 33P | 070MZ-MCAB100 | Acesso aos terminais do circuito para diagnóstico |
| Multímetro comercial | Impedância mínima de 10 MΩ/VCC | Usado com o adaptador de pico |
| Testador recomendado | Imrie modelo 625 ou equivalente | Alternativa indicada pelo capítulo |
| Lâmpada estroboscópica | Equipamento comercial adequado | Verificação da marca F em marcha lenta |
O número da ferramenta ajuda a identificar o tipo correto, mas não substitui o procedimento. Polaridade invertida, terminal errado ou escala inadequada podem gerar leitura falsa ou danificar componentes.
Manual do sistema de ignição da CG150 em PDF
Consulte as nove páginas do Capítulo 17 no visualizador. Para ampliar o diagrama, as cores dos fios e os pontos de conexão do multímetro, abra o arquivo em uma nova aba.
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Ignição e diagnóstico elétrico
Perguntas frequentes sobre a ignição da CG150
Qual é a vela original indicada para a Honda CG150 Titan?
O capítulo especifica a NGK CPR8EA-9 como vela padrão. Para condução prolongada em alta velocidade, indica a NGK CPR9EA-9. A aplicação deve ser confirmada pelo ano e pela versão da motocicleta.
Qual é a folga da vela da CG 150?
A folga especificada entre os eletrodos é de 0,8 a 0,9 mm.
Este manual de ignição serve para quais versões da CG150?
O cabeçalho identifica Honda CG150 Titan KS, ES e ESD. O índice geral possui suplementos separados para Titan Mix, Titan EX e Fan ESi; confirme o modelo antes de aplicar os procedimentos.
Qual é a voltagem de pico da bobina da CG150?
A voltagem de pico mínima no primário da bobina é de 100 V, medida conforme o procedimento do manual com bateria carregada, adaptador de pico e multímetro adequado.
Qual é a voltagem de pico do sensor CKP da CG150?
O manual especifica 0,7 V no mínimo durante o acionamento do motor. Velocidade de rotação, carga da bateria, instrumento e conexões interferem na leitura.
O que verificar quando a CG150 está sem faísca?
Comece por bateria, vela, supressor, cabo, terminais da bobina, umidade, conectores, aterramentos e fiação. Depois verifique a tensão inicial, o pico do primário da bobina e o sinal do sensor CKP conforme a sequência do manual.
Bateria fraca pode deixar a CG150 sem faísca?
Sim. Uma bateria descarregada pode reduzir a velocidade de rotação e a voltagem de pico. O capítulo exige bateria adequadamente carregada para o diagnóstico.
O ponto de ignição da CG150 tem regulagem?
Não. O ponto é pré-ajustado de fábrica no ECM e não pode ser regulado. A marca F é apenas verificada com lâmpada estroboscópica.
Qual é a marcha lenta usada para conferir o ponto?
O motor deve estar aquecido e funcionando a 1.400 ± 100 rpm. Nessa condição, a marca F deve se alinhar com a referência da tampa esquerda da carcaça do motor.
Onde medir o pico do sensor CKP?
Com a fiação de teste do ECM, o manual indica os terminais 12 positivo e 23 negativo. Para separar defeito do sensor e da fiação, a leitura pode ser comparada no conector 4P, entre os fios azul/amarelo e branco/amarelo do lado do sensor.
Pico normal na bobina e ausência de faísca indicam o quê?
Com tensão inicial e pico do primário normais, o manual direciona a inspeção para vela defeituosa, fuga no circuito secundário, supressor, cabo e bobina de ignição.
Este PDF é o manual completo da CG150?
Não. É o Capítulo 17 do manual de serviço, dedicado ao sistema de ignição. Alimentação, carga, partida, motor, chassi e diagramas completos ficam em outros capítulos.









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